Crime ocorreu porque vítima danificou o carro do taxista, que buscava pagamento pelo prejuízo, segundo a investigação. Suspeito também responde por morte do genro em 2018. Arma usada no crime foi localizada pela DIG de Piracicaba
Polícia Civil
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Piracicaba (SP) informou nesta sexta-feira (12) que um taxista de 50 anos admitiu ter matado um homem de 34 anos com um tiro na cabeça na madrugada de 6 de julho. O corpo da vítima foi encontrado perto de um bar por policiais militares.
Segundo a DIG, a vítima, chamada Jonas Vilhalba, não havia sido identificada na data do crime. No entanto, o setor de homicídios da delegacia conseguiu descobrir o nome porque o homem tinha passagens policiais e foi solto havia pouco tempo.
Os investigadores da DIG tiveram apoio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e, durante diligências, descobriram que a vítima tinha se desentendido com um taxista dias antes do crime.
O ponto do taxista, que fica na Armando Sales com rua 15 de Novembro, era o local do homicídio. Com isso, os policiais conseguiram imagens de câmeras de segurança que flagraram o crime e chegaram no suspeito.
Negou, mas admitiu após ver as provas
Em princípio, o taxista afirmou que tinha brigado com o homem, mas não era o autor do crime. No entanto, ao ser confrontado com as provas, acabou por assumir também o homicídio. Ele ainda levou os policiais ao ponto onde deixou o revólver calibre 38 que usou para matar a vítima.
Segundo a DIG, o taxista disse que, dias antes do crime, o homem havia danificado o veículo que ele usa para trabalhar. Por isso, queria uma reparação financeira pelo prejuízo.
A investigação foi conduzida pela delegada Juliana Ricci.
Responde por outro assassinato
O taxista também é acusado de ter matado o genro em dezembro de 2018. Segundo a DIG, a arma usada no crime era a mesma nos dois crimes e ele responde ao assassinato em liberdade.
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