Escolas Ana Turan Machado Falcão e Frei Pelegrino de Lima precisam de adequações para guardar o alimento dos alunos. Secretaria de Educação diz que já iniciou as reformas exigidas. MP investiga armazenamento incorreto de merenda em duas escolas de Rio Branco
Divulgação/Street View
As escolas municipais Frei Pelegrino de Lima e Ana Turan Machado Falcão, ambas localizadas em Rio Branco, são investigadas em inquéritos do Ministério Público do Acre (MP-AC). O principal motivo para o processo é o armazenamento incorreto da merenda escolar dos alunos.
Além disso, os colégios não teriam a certificação de aprovação do Corpo de Bombeiros e nem alvará sanitário.
O MP-AC solicitou explicações da Secretaria de Educação do município sobre os problemas citados, além de apresentar soluções que podem ser adotadas para que a situação seja resolvida.
Foram solicitadas também vistorias tanto do Corpo de Bombeiros, como da Vigilância Sanitária nos colégios relacionados.
Medidas
Ao G1, o secretário de Educação de Rio Branco, Moisés Diniz, explicou que tem conhecimento dos processos do MP-AC e já iniciou os trabalhos de adequações nas escolas. Segundo ele, a reforma na Escola Ana Turan, no bairro Cidade Nova, deve ser concluída no dia 30 de junho.
“Estamos elaborando um projeto para resolver o problema na Escola Frei Pelegrino. Já fizemos algumas reformas lá como arrumar uma sala, o forro entre outras. Os locais da merenda precisam ter as janelas com tela para não entrar insetos, ratos e outros bichos”, frisou.
Ainda segundo o secretário, a exigência não é só do MP-AC, mas também do Conselho de Alimentação Escola, que requer um lugar específico para a alimentação, material de limpeza e utensílios.
“Os alimentos ficam em uma sala, onde se tem todo cuidado de fechar as janelas. São espaços usados há muito tempo, mas temos muitas escolas com essa situação resolvida”, garantiu.
Certificado e alvará
Sobre o certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros do Acre e do alvará sanitário, Diniz falou que as escolas do estado e do município não possuem um plano de prevenção e combate a incêndio e pânico. Ele explicou que alguns colégios já possuem extintores de incêndio, mas precisam do plano exigido.
“Tem escola que só precisa de extintor de incêndio, lâmpada de emergência e finalização. Já têm escolas maiores que precisam de hidrantes, que é uma estrutura maior para combate a incêndio. Como assumi há 90 dias, montamos um grupo de trabalho, que envolve várias secretarias, para montar o plano de prevenção e combate”, acrescentou.

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