Na comparação com o último trimestre de 2018, estado apresentou aumento de 4.9 pontos percentuais na taxa de desocupação. Dados do IBGE foram divulgados nesta quinta-feira (16). Acre foi o estado que mais perdeu postos de emprego no 1º trimestre, aponta IBGE
Gabriel Costa/G1/Arquivo
O Acre foi o que mais perdeu postos de emprego no 1º trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado apresentou a maior variação do país, aumentando 4.9 pontos percentuais na taxa de desocupação.
Isso porque a taxa de desemprego média no Acre nos três primeiros meses do ano subiu de 13,1% para 18%. Conforme o levantamento, de janeiro a março deste ano, 64 mil pessoas ficaram desempregadas no Acre, sendo que no último trimestre do ano passado foram 48 mil trabalhadores.
O desemprego no trimestre encerrado em março é o maior da história, segundo série da Pesquisa Nacional pode Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada no 1º trimestre de 2012.
Com relação ao primeiro trimestre de 2018, o número de desempregados também cresceu no estado. Segundo os dados, naquele período, 52 mil pessoas perderam os postos de trabalho.
O nível de ocupação no estado, por sua vez, foi de 44,6% nos três primeiros meses de 2019. Segundo a IBGE, essa foi a menor taxa da série desde 2012.
Além dos 34 mil ocupados sem carteira assinada, o Acre apresentou 64 mil pessoas que trabalham com carteira assinada e 92 mil que trabalham por conta própria.
A PNAD aponta ainda que a taxa de subutilização do primeiro trimestre no Acre foi a maior dos últimos sete anos, com 35%.
Esse grupo reúne os desocupados, os subocupados com menos de 40 horas semanais e uma parcela de pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não conseguem procurar emprego por motivos diversos.
Dados nacionais
A taxa de desocupação do Brasil no primeiro trimestre de 2019 ficou em 12,7%, acima dos 11,6% do trimestre anterior, mas abaixo dos 13,1% dos três primeiros meses de 2018.
O desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da federação no 1º trimestre, na comparação com o trimestre anterior, segundo os dados divulgados. Nos demais estados, houve estabilidade.
Segundo o IBGE, as maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e as menores em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 13,5% e 15,3%, respectivamente.
O desemprego no trimestre encerrado em março é o maior desde o trimestre terminado em maio de 2018. São 13,4 milhões de desempregados no país, ante um universo de 12,1 milhões no último trimestre do ano passado.
Na comparação com o 4º trimestre, as maiores variações foram registradas no Acre 4,9 pontos percentuais (p.p.), Goiás (2,5 p.p) e Mato Grosso do Sul (2,5 p.p).

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