Arthur Amarilla, de 9 anos, de Foz do Iguaçu, passou por uma cirurgia de apendicite; diagnóstico inicial foi de infecção intestinal. Arthur Amarilla voltou para casa na quarta-feira (15) depois de 51 dias internado, 40 deles em uma UTI
Reprodução/RPC
O menino Arthur, de nove anos, voltou para casa na quarta-feira (15) depois de 51 dias internado. Segundo a família, ele foi vítima de um erro médico.
Arthur passou mal e precisou passar por uma cirurgia de apendicite em um hospital particular de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, em abril.
Inicialmente, ele havia sido diagnosticado por um dos médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim das Palmeiras com infecção intestinal, informou a mãe, Sandra Britez Amarilla.
Ainda de acordo com a família, o menino foi levado à UPA por duas vezes e medicado sem passar por nenhum exame.
Como o estado de saúde dele não melhorou, decidiram consultá-lo com um médico particular, que identificou a inflamação do apêndice.
A mãe disse que precisou pagar R$ 20 mil para que o filho fosse operado, já que não havia leito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Depois de mais de 40 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Arthur foi transferido para a enfermaria, onde permaneceu em observação por mais 11 dias.
“É muita gratidão, gratidão a Deus de ele estar em casa de novo. É outra vida, é outro clima, é outro ambiente. É uma bênção de Deus. Foram os piores dias da minha vida. O caso dele era gravíssimo. Ele estava praticamente em óbito. Era um milagre para salvar. Que outras família não passem o que nós passamos”, comentou Sandra.
Para Arthur, a expectativa agora é voltar a andar e poder fazer tudo o que fazia antes, como brincar com o irmão.
“Eu gostei de sair do hospital, daquela cama, de ver a minha família de volta, de ficar em casa”, comemorou.
Médicos afastados
Quatro médicos que atendem na rede pública de saúde de Foz do Iguaçu foram afastados das funções no dia 9 por determinação do secretário municipal de saúde, Nilton Bobato.
A decisão, explicou, foi tomada para que a denúncia de supostos erros nos atendimentos possa sem melhor apurada.
Na ocasião, Bobato destacou que dois dos médicos afastados já haviam cometido um erro similar na UPA do bairro Morumbi.
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