O sábado foi de homenagens no Brasil e no mundo. Pelos campeonatos estaduais, todos os jogos tiveram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Torcedores e clubes homenageiam vítimas da tragédia no Flamengo
Além da dor pelas perdas, o dia seguinte à tragédia no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu foi de homenagens de torcedores e de clubes.
Torcida de futebol e silêncio dificilmente andam juntos. Torcedores vestidos de outras paixões e despidos de rivalidade: cena rara também.
Na camisa de um torcedor, o encontro de duas tragédias: a homenagem aos mortos no acidente da Chapecoense, cujo goleiro, Danilo, chegou a posar em uma foto com o goleiro da base do Flamengo Bernardo. Os dois morreram.
No ato dos torcedores rubro-negros em frente à sede do clube, na Zona Sul do Rio, se alguma música chegou a ser ouvida, era só para distrair o bebê. Mas até ela parecia ilustrar o momento: “Eu juro que no pior momento, vou te apoiar até o final.”
Naquela hora, estariam todos no Maracanã. Era dia de Fla-Flu, mas as semifinais do Campeonato Carioca foram adiadas. E a missão de torcer fica para depois. Neste sábado, nada além de um abraço.
Um abraço simbólico em torno do clube. Outro em volta do Maracanã, que também recebeu muitos flamenguistas.
Na academia do clube, os jogadores fizeram uma roda de oração antes do trabalho.
Foi um sábado de homenagens pelo Brasil e o mundo. Pelos campeonatos estaduais, todos os jogos deste sábado tiveram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.
No confronto entre Ponte Preta e São Paulo, no Paulistão, os dois times entraram em campo com uma faixa preta em um dos braços. Na camisa do Santos, o luto veio simbolizado por uma fita rubro-negra.
Em Poços de Caldas, no jogo entre Caldense e Atlético-MG, várias camisas do Flamengo foram vistas nas arquibancadas.
“Força, Flamengo”, estampavam as camisas dos jogadores do Santa Cruz, no Recife.
No campeonato francês, antes do jogo entre Paris Saint-Germain e Bordeaux, escudo do Flamengo no telão do Parque dos Príncipes e citação à tragédia na voz do locutor do estádio.
Pelo campeonato italiano, um minuto de silêncio antes do jogo entre Fiorentina e Napoli. E no clássico da categoria juvenil contra a Juventus, o Milan entrou em campo com uma camisa que tinha o número um e o nome do Flamengo às costas.
No olhar perdido dos torcedores, o silêncio que se espalhou pelos campos do mundo. Dor e solidariedade, ainda sob o impacto de um dos momentos mais tristes do esporte mais popular do planeta.

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