No Vidigal, mais de mil moradores permanecem sem luz e 22 famílias estão desalojadas. Prefeitura do Rio diz que força-tarefa tenta recuperar estragos em vários pontos da cidade. Light diz que energia voltará ao Vidigal neste domingo. Morador grava imagens de casas que foram destruídas pela chuva na Rocinha
A comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, ainda está com pelo menos 25 casas interditadas e sem o serviço de coleta de lixo, três dias após a chuva que atingiu a cidade e matou sete pessoas na quarta-feira. Em algumas casas, a água ainda não escoou e os moradores são obrigados a conviver com a lama.
Neste sábado (9), um grupo de voluntários trabalhou na favela e um morador mostrou como sua casa, no alto da comunidade, ainda está devastada após o temporal. Na cozinha, a lama chegou quase na altura da pia na cozinha. A força da água arrancou a porta da residência e os moradores relataram que a quantidade de lixo está se acumulando no local.
“Quem estava em casa era minha mãe. Cheguei e vi a cama boiando, geladeira, não sei onde está minha certidão de nascimento, carteira de trabalho, nada. Minha mãe sozinha aqui em casa e ela disse que a água batia aqui nela [altura do pescoço] e podia ter morrido afogada ou levado um choque. Foi Deus que nos livrou”,. contou.
Vidigal
Na comunidade do Vidigal, também na Zona Sul, mais de mil moradores permanecem sem luz e 22 famílias estão desalojadas. Até a noite deste sábado (9), a Avenida Niemeyer, onde um ônibus foi arrastado por um deslizamento de terra, continuava interditada.
A Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserva) disse que removeu até este sábado aproximadamente 204 toneladas de material na Avenida Niemeyer.
Funcionários da Defesa Civil continuavam na região tentando retirar pedras e árvores que ainda oferecem risco.
A Light disse que até este domingo a energia estará restabelecida no Vidigal. Sobre o lixo acumulado na Rocinha, a Comlurb disse que a limpeza está programada.
Prefeitura diz que força-tarefa está em ação
Em nota, a prefeitura afirmou que montou uma força-tarefa neste sábado (9) para atuar nas regiões da cidade mais afetadas pela chuva. Equipes da Defesa Civil, da Geo-Rio, Comlurb, Seconserva e Assistência Social percorreram os locais atingidos realizando vistorias, trabalho de limpeza e de assistência aos moradores.
A subsecretaria de Proteção e Defesa Civil atuou com equipes na região de Vidigal, Rocinha e São Conrado para realizar vistorias e atendimento. Segundo a prefeitura, desde a madrugada de quinta, técnicos do órgão interditaram 123 imóveis em toda a cidade. Vidigal e Rocinha são os bairros com os maiores registros de interdições: 45 e 29, respectivamente.
Barra da Tijuca, Itanhangá, São Conrado, Joá, Barra de Guaratiba, Taquara, Copacabana e Curicica, Rocinha e Vidigal são os bairros que estão com maior necessidade de atendimento, informou a prefeitura.
Mauro e Isabel morreram em deslizamento em Guaratiba; Aureo e Arthur saíram feridos
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Sobe para 7 número de mortos por chuva
Morreu neste sábado (9) Áureo Paz, 64 anos, vítima do deslizamento de terra em Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio, um dos desastres provocados pela chuva torrencial da última quarta-feira (6). No desmoronamento já tinham morrido a mulher dele, Isabel, e um dos filhos, Mauro.
A morte de Áureo eleva para sete o número de óbitos em decorrência da tempestade. Ele estava internado no Hospital Lourenço Jorge e chegou a ser transferido para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste, mas não resistiu.
O corpo dele será enterrado na manhã deste domingo no Cemitério de Barra de Guaratiba.
Como acionar a Prefeitura em casos de emergência?
A Defesa Civil orienta à população que acione o órgão pelo telefone 199, em caso de emergência. Segundo o órgão, foram 663 chamados de vistoria solicitados por moradores à prefeitura.
Entre as principais ocorrências, estão: ameaças de desabamentos de estruturas, desabamentos de estruturas, rachaduras e infiltrações em imóveis, e deslizamentos de barreiras e encostas.
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