Entre os problemas estão pneus carecas, veículos com lataria enferrujada e falta e inspeção semestral. Promotores deram prazo de 10 dias para prefeitura resolver problemas. Fiscalização do MP encontrou diversos problemas no transporte escolar em São José da Tapera, Alagoas
Divulgação/MP-AL
Uma inspeção realizada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) encontrou diversas irregularidades nos veículos que fazem o transporte de estudantes em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas. Pneus carecas, bancos rasgados e falta de inspeção foram alguns dos problemas encontrados. A prefeitura recebeu um prazo de 10 dias para resolver a situação.
A reportagem do G1 tenta contato com a assessoria de comunicação da prefeitura.
A ação preventiva foi realizada pelos promotores de Justiça Lucas Sachsida e Maria Luíza Maia Santos, do Núcleo de Educação do MP, pelo promotor de Justiça da cidade, Fábio Nunes Bastos, e o Departamento de Trânsito de Alagoas (Detran-AL).
O promotor Sachsida explica que nenhum dos 10 veículos vistoriados foi aprovado. Desde a última visita, a única evolução encontrada foi a comprovação de que todos os motoristas têm o curso de capacitação para dirigir ônibus.
“A história se repete, como em outros municípios por nós visitados. Várias irregularidades foram detectadas, e demos um prazo à secretaria para que os reparos sejam feitos. Caso os gestores ignorem a nossa orientação, será proposta uma ação civil pública”, afirma o promotor.
Já a promotora Maria Luísa disse que, “a prefeitura nos informou da existência de mais veículos, inclusive apresentando uma relação, porém relatou que não estavam na cidade, em decorrência do fim do processo licitatório, e que uma nova licitação ocorreria. Então, alertamos que essa nova licitação atendesse aos requisitos do CTD e do Detran”.
A vistoria realizada em Tapera está incluída em um cronograma que vai passar por todos os municípios do estado. Até o momento, apenas os motoristas dessa cidade e de São Sebastião possuem o curso exigido para dirigir o transporte escolar.
Também participaram da ação a Assessoria Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Promotores deram 10 dias para a prefeitura de São José da Tapera, Alagoas, resolver os problemas encontrados
Divulgação/MP-AL
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